AUMENTA A PROCURA DE BRASILEIROS POR INTERCÂMBIO NO EXTERIOR

O mercado de educação internacional cresceu 20,46% em 2018; isso ocorreu mesmo em um ano de crise econômica e de instabilidade política

Uma pesquisa da Belta (Associação Brasileira de Agências de Intercâmbio), realizada no início de abril deste ano, apontou um crescimento no número de brasileiros que procuram complementar sua formação no exterior. Entre 2017 e 2018, houve um aumento de 20,46% entre estudantes embarcando em um intercâmbio. Em números absolutos: de 302 mil para 365 mil intercâmbios, movimentando 1,2 bilhão de dólares.

A análise mostrou também que os cursos de idiomas, em primeiro lugar de língua inglesa, são os mais procurados seguido de cursos de idiomas com trabalho temporário e cursos de férias para teens (Período de Julho e janeiro). Os cursos de graduação aparecem em quarto lugar e em seguida vem o conhecido High School.

Diante desse cenário, que é um tendência nacional, o Colégio Anglo Rio Preto viabilizou uma parceria educacional com a agência de intercâmbio neozelandesa Vida Feliz. De acordo com Tarcísio Basso Barbosa, diretor administrativo do Anglo Rio Preto, o objetivo da parceria com a Nova Zelândia é facilitar para os alunos a experiência de realizar um intercâmbio estudantil para um país com sistema educacional de excelência.

Hoje, o sistema educacional da Nova Zelândia é considerado um dos melhores do mundo, segundo o QS World University Rankings. Oensino das escolas e universidades do país é apontado como o que melhor prepara os estudantes para o futuro, visto que é focado no desenvolvimento de habilidades exigidas pelo mercado de trabalho e no uso de tecnologia no aprendizado. O resultado são os altos índices de empregabilidade dos egressos das universidades neozelandesas.

“A partir deste ano, graças ao apoio da agência Vida Feliz, passamos a oferecer aos alunos o programa High School. Nele, estudantes de 14 a 17 anos, que estão cursando o Ensino Médio, poderão vivenciar a rotina de outro país durante um semestre ou um ano acadêmico e ainda terão um ‘passe livre’ para as melhores universidades do mundo”, afirma.

Para facilitar, o calendário escolar é igual ao do Brasil, com início a partir de fevereiro. O aluno vai estudar em escolas públicas e fica hospedado como “filho” na casa de uma família local, com o benefício de aprender o inglês exatamente como é falado por lá. As escolas também oferecem atividades ‘outdoor’ com aulas práticas e incentivo aos esportes.

Tarcísio conta ainda que outra vantagem que o país possibilita a estudantes internacionais é de trabalhar até 20 horas semanais durante a estadia. “O aluno pode ganhar NZ$17,70 (dólares neozelandeses) por hora, contribuindo para suas despesas com a estadia, por exemplo”, assegura o diretor.

A agência educacional Vida Feliz, parceira do colégio Anglo Rio Preto, é reconhecida e credenciada pelo Education New Zeland, órgão do governo responsável por promover educação internacional.

 

Educação na Nova Zelândia

Na Nova Zelândia, a educação internacional contribui com US$5,1 bilhões para a economia, sendo o quarto maior exportador do país e apoiando 47.490 empregos. Além disso, a educação internacional permite que os jovens neozelandeses vivam e aprendam ao lado de pessoas de outras culturas – faça novos amigos, aprenda outros idiomas e descubra novas perspectivas. O setor da educação também contribui para o turismo da Nova Zelândia, o crescimento regional e comércio de longo prazo, investimento e diplomacia.

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